História de Ipanema

O loteamento de Ipanema começou após a fundação da Villa Ipanema em 1894 pelo Barão de Ipanema. Apesar de Ipanema ter se desenvolvido primeiro que o Leblon, as terras de Ipanema também pertenceram ao francês Charles Le Blond, que as vendeu a Francisco José Fialho, que por sua vez as vendeu ao Barão de Ipanema em 1878.

O nome Ipanema que significa "água ruim, rio sem peixes" em tupi-guarani. No entanto o bairro recebeu o nome Ipanema por conta de seu fundador, da mesma forma que Charles Le Blond atribuiu seu nome ao Leblon.
Interessado no loteamento da região, o Barão de Ipanema configurou as praças Marechal Floriano Peixoto (atual Praça General Osório) e Coronel Valadares (atual Nossa Senhora da Paz), abriu a avenida Vieira Souto, as ruas Alberto de Campos, Farme de Amoedo, Prudente de Morais, Nascimento Silva, Montenegro (atual Vinícius de Moraes), Vinte de Novembro (avenida Visconde de Pirajá), Quatro de Dezembro (hoje Teixeira de Melo), Dezesseis de Novembro (Jangadeiros), Vinte e Oito de Agosto (Barão da Torre), entre outras.

O período de maior adensamento do bairro se deu a partir dos anos 60, quando houve o avanço da especulação imobiliária sobre o bairro, substituindo casas por edifícios. Os preços dos imóveis disparam e Ipanema passa a ser um dos bairros mais caros do Rio de Janeiro. Sinônimo de vanguarda, nos anos 60 e 70, Ipanema é palco do Tropicalismo, da Bossa-Nova, do Pasquim, do Teatro de Ipanema, da tanga e do Top-less.